Gripe K (H3N2): o que o médico precisa saber sobre a variante que acendeu alerta da OMS

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Gripe K (H3N2): o que o médico precisa saber sobre a variante que acendeu alerta da OMS

A circulação de novas variantes do vírus influenza faz parte da dinâmica esperada das epidemias sazonais de gripe. Em 2025, um subclado do influenza A(H3N2), informalmente chamado de “gripe K”, passou a ganhar atenção após alertas emitidos por órgãos internacionais de saúde e a confirmação de casos em diferentes regiões do mundo, incluindo Europa, Estados Unidos e, mais recentemente, o México.

Para o médico que atua na assistência direta ou no acompanhamento de pacientes em consultório, compreender o que caracteriza essa variante, quais são os riscos reais envolvidos e quais condutas seguem válidas é essencial para uma prática segura e bem orientada.

Gripe K (H3N2): o que o médico precisa saber sobre a variante que acendeu alerta da OMS

O que é a “gripe K”

A chamada gripe K não representa um novo vírus, mas sim um subclado do influenza A(H3N2), um dos principais responsáveis por surtos de gripe sazonal em todo o mundo. A designação “K” se refere a uma classificação genética utilizada na vigilância epidemiológica internacional para identificar variações do vírus ao longo do tempo (BBC, G1).

O alerta emitido pela Organização Mundial da Saúde não indica, até o momento, maior letalidade ou gravidade clínica em relação às cepas de influenza A(H3N2) já conhecidas. O principal ponto de atenção está na alta capacidade de disseminação, característica que historicamente faz desse subtipo um dos mais prevalentes durante as temporadas de gripe.

Situação epidemiológica atual

De acordo com dados divulgados por autoridades de saúde internacionais, a variante já vinha sendo monitorada na Europa e na América do Norte. Em 2025, o México confirmou o primeiro caso do subclado K em um paciente que apresentou sintomas respiratórios típicos e evoluiu de forma favorável após tratamento antiviral (O Globo).

As autoridades mexicanas reforçaram que o caso foi identificado por meio da vigilância de rotina e que não há indicação de emergência sanitária. O cenário segue compatível com o de uma circulação sazonal do influenza, sem evidências de mudança no padrão de gravidade.

Quais são os sintomas observados

Do ponto de vista clínico, a apresentação da gripe K é indistinguível da gripe sazonal causada por outros subtipos do influenza A. Os principais sintomas relatados incluem:

  • Febre de início súbito

  • Tosse seca ou produtiva

  • Dor de garganta

  • Cefaleia

  • Mialgia e artralgia

  • Mal-estar geral e fadiga

Em grupos de risco, como idosos, gestantes, pacientes com comorbidades e imunossuprimidos, permanece o risco conhecido de evolução para quadros mais graves, como pneumonia viral ou bacteriana secundária, reforçando a importância do diagnóstico precoce e da vigilância clínica.

A vacina contra influenza continua sendo eficaz

Um dos pontos mais relevantes destacados pelas autoridades de saúde é que a vacinação contra influenza segue sendo a principal estratégia de prevenção, inclusive diante da circulação do subclado K do H3N2.

As vacinas sazonais são formuladas a partir das cepas monitoradas globalmente e costumam oferecer proteção parcial ou significativa mesmo diante de variações genéticas do vírus. Além de reduzir o risco de infecção, a vacinação diminui a probabilidade de hospitalizações e complicações, especialmente em populações vulneráveis.

Para o médico, a orientação adequada ao paciente e o incentivo à vacinação seguem sendo medidas centrais da prática clínica baseada em evidências.

Condutas e recomendações para o médico

Não há, até o momento, mudanças nas recomendações oficiais de manejo clínico relacionadas à gripe K. Permanecem válidas as seguintes condutas:

  • Diagnóstico clínico associado à avaliação epidemiológica

  • Uso de testes laboratoriais quando indicados

  • Prescrição de antivirais conforme protocolos vigentes, especialmente em pacientes de risco

  • Orientação sobre isolamento, hidratação e sinais de alerta

Além disso, a vigilância epidemiológica ativa e a notificação de casos graves continuam sendo fundamentais para o acompanhamento da circulação viral.

Informação qualificada evita alarmismo

Apesar do termo “supergripe” utilizado em algumas manchetes, os dados disponíveis até agora não sustentam um cenário de maior gravidade em relação à gripe sazonal tradicional. Para o médico, o papel central é traduzir a informação técnica em orientação clara ao paciente, evitando alarmismo e reforçando medidas preventivas comprovadas.

A circulação de variantes do influenza é um fenômeno esperado e continuamente monitorado. Manter-se atualizado, compreender os dados epidemiológicos e seguir as diretrizes oficiais são os pilares para uma atuação segura e responsável.

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