Risco elevado de obesidade e diabetes para trabalhadores noturnos é tema de estudo

Risco elevado de obesidade e diabetes para trabalhadores noturnos é tema de estudo

A demanda de atendimento 24 horas em hospitais e centros de saúde leva muitos profissionais da área a trabalharem durante a noite. Um recente estudo produzido por pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP evidenciou, no entanto, que essa rotina pode ser prejudicial à saúde dos trabalhadores. Conforme a pesquisa, passar a noite trabalhando provoca o desalinhamento no ritmo circadiano e aumenta o risco de problemas metabólicos, como diabetes e obesidade.

A pesquisa realizou análises clínicas, antropométricas e moleculares durante cinco anos em 40 trabalhadores hospitalares que trabalham durante o dia ou à noite, em jornadas de 12 horas de trabalho e 36 horas de descanso. Os resultados demonstraram que os profissionais do período noturno tinham níveis de glicose, triglicerídeos, circunferência da cintura e pressão arterial aumentados em comparação com os trabalhadores diurnos.

Os trabalhadores noturnos também apresentaram mudanças significativas na expressão dos genes do relógio circadiano e uma ativação do estresse do retículo endoplasmático, o que impacta no desenvolvimento de doenças relacionadas à síndrome metabólica.

Os resultados também apontam que o trabalho noturno pode alterar a resposta fisiológica ao estresse oxidativo, o que foi percebido através da regulação negativa da expressão de mRNA de NRF2, importante regulador do estresse oxidativo em muitos tipos de células.

Os pesquisadores encerram o estudo destacando que os resultados permitem refletir uma nova perspectiva para políticas de trabalho, possibilitando o desenvolvimento de estratégias que minimizem os problemas metabólicos decorrentes do trabalho noturno.

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